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João com um ano no mundo.

Senti-me tão “menas main” quando abri o blog hoje e vi que tinha o deixado de lado. Pois é, não é fácil dar conta de dois filhos, o João e o blog tá? (antes que pensem que eu esteja grávida novamente). Então, nem post de um ano eu fiz para o meu filhote, ai que vergonha gente! Mas estou aqui para me redimir e falar um pouco como anda essa fase depois de um ano, que com suas particularidades não está sendo nada fácil. Por aqui encontramos muito trabalho mas muitos sorrisos também. É uma fase revigorante porque ele está aprendendo tudo e nos imitando muito. É também uma fase de reconhecimento do neném que antes não andava nem falava e precisava de nós para tudo, mesmo para um bebê que é independente. Mas você me pergunta: “Victória e o seu filho é independente?”, e eu te respondo que ele é sim, na medida do possível, para a idade dele, por exemplo, apesar de não conseguir ainda beber sozinho, ele pega o próprio copo para beber água e o traz para mim ou para o pai e indica que está com sede. No entanto, quando acorda e se vê sozinho na cama, ainda chora até alguém aparecer e abre o maior sorriso para a pessoa que vai pegá-lo.

Fala algumas palavras como:

  1. Dá (dar)
  2. Ná (não)
  3. Mamã (mamãe)
  4. Uouo (vovó)

E só.

Dia desses fui dar um beijo no pai dele e ele foi também, dei abraço e ele deu também, ou seja, é nessa fase que devemos deixar bem claro que temos de ser afetuosos uns com os outros. Outro dia estava limpando os móveis com o lustra móveis e ele não sossegou até que eu desse o paninho a ele. Depois de dar, ele foi lá passar o pano nos móveis também, achei uma graça.

Como ele não sabe demonstrar seus sentimentos quer sejam de frustração ou felicidade, ele bate na gente, às vezes isso me tira do sério, mas tento ser maleável na situação, até porque ele é um bebê e não entende muita coisa do que eu falo, logo, se fosse para brigar com ele e articular milhares de nãos, ele apenas iria fazer cara feia ou chorar, que é o que bebês na idade dele fazem.

Ainda não conseguimos estabelecer uma rotina que funcionasse para valer, mas pelo menos o horário das dormidas é algo concreto, ele dorme pela manhã, às vezes a tarde e de noite vai para a cama cedo. Na verdade a rotina na teoria é uma beleza, mas na prática não funciona bem como planejamos, já tentei fazer e colocar em prática, mas, não obtive muito sucesso. Ainda estamos esboçando uma maneira que seja melhor para todos, tanto para nós, quanto para João. Continua comendo e mamando livremente, como se não houvesse amanhã!

Um sorriso bem aberto <3

Um sorriso bem aberto ❤

Confesso que ainda não engoli direito essa fase, está sendo bem desafiador para mim como mãe, porque não sou uma pessoa muito paciente, e pretendo desenvolver isso ao máximo com ele. De vez em quando Herbert me lembra de que ele é apenas um bebê e que as coisas só irão se complicar mais ainda daqui para frente. Falando em Herbert, ele está super apegado com o pai, eles passam a tarde juntos enquanto eu estou na faculdade e isso só fez bem para o vínculo dos dois, adoro vê-los felizes e desfrutando da companhia um do outro. Tem vezes de João até dar tchau para mim quando estou saindo, acreditam? Pois é.

Filho com um ano é tão proveitoso e a gente só tem que curtir mesmo porque daqui a pouco ele irá ter dois, três, quatro anos e então só restarão as saudades, não é mesmo? Desconta aí o post grande, é que eu tinha um monte de coisa para desembrulhar e fazia tempo que não escrevia. Queria agradecer os comentários também, que foram todos lindos! Respondi todos com muito carinho e apreço!

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Peripécias de João (parte 1)

Faz tempo que não venho por aqui não é mesmo? Vida de mãe e universitária não me deixaram, mas agora que as férias chegaram, estou aqui e vou tentar postar mais vezes.

João está numa fase tão boa e gostosa que dá vontade de postar cada coisinha que ele faz, com um bebê de nove meses quase dez em casa todos os dias são dias de aprendizagem e descobertas, dele e da gente também. João virou monossílabico, fala mama, tatá, teté, tititate e dadá, já quis pronunciar papai e mamãe (tenho certeza), dia desses o pai falou um “eita” e ele em seguida falou um “itá” e ficou repetindo, como se fosse a coisa mais engraçada do mundo, acorda falando tatá e fala tatá para dormir, sabe? Quando a porta do banheiro está aberta ele corre em disparada para lá, por isso é sempre bom deixar a porta fechada. Andou observando tudo, coisas que não tinham importância, agora, ele pega, examina e faz caras e bocas. Acho que ele me pegou colocando spray na boca, porque ontem mesmo ele pegou o spray e tentou colocar na boca do pai. Comeu milho dia desses e gostou. Está comendo de tudo um pouco: feijão, arroz, verduras, legumes e frutas, têm as suas preferências, mas, geralmente ele aceita muito bem, nem que seja dois pedaços. Começou a ficar em pé e se soltar, uma das vezes ficou mais de dez segundos sem segurar em nada, me mata de orgulho. E está querendo bater palmas agora. Nosso João continua sorridente!

Eu deveria escrever essas coisas no post de dez meses, mas, não aguentei e vim escrever logo antes que eu esqueça.

O post de hoje vai sem foto, tá? Perdoa?

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Um pouquinho sobre gravidez na adolescência

Fui uma grávida adolescente e sou, também, uma mãe adolescente.
Poucas pessoas sabem, mas, o preconceito por ter engravidado cedo que nós sofremos, não é pouco. Acho engraçado quando alguém vem conversar comigo e papo vai e papo vem acontece da pessoa perguntar a minha idade e eu simplesmente falo: dezoito anos. E a partir daí meus amigos, a história é totalmente outra. A pessoa te olha estranho, fica abismada, surpresa e ainda acha que,  por você ter engravidado cedo, ela sabe bem mais que você. Algumas falam que é pela experiência que a maternidade traz, mas o legal da coisa é que ela também já foi mãe de primeira viagem e sabe que muita gente quer se intrometer na maternidade alheia, mas sinto atentá-la que ela está apenas perpetuando este comportamento ridículo que é se intrometer na maternidade de outras mães.

É chato e muitas vezes nós não pedimos nenhuma opinião para ninguém, e ainda temos que escutar conselhos de quem a gente nem conhece, ou sequer viu na vida. Estou bem satisfeita com a maternidade que venho praticando e parte disso eu aprendi lendo, fui atrás, li bastante e absorvi só o que funcionaria para a minha família. Estas pessoas indagam como foi para mim este “susto” e para minha família também, particularmente meus pais. Pois bem, hoje somos totalmente in peace com a situação, somos todos caídos de amores por João. No começo foi difícil? Foi. E muito (mas isso é assunto para outro post). Mas essa fase passou, como todas as outras.

Claro que todas as meninas não reagem da mesma maneira, têm algumas que realmente não estão preparadas e abortam, algumas que deixam os filhos para as avós, algumas que são mais irmãs do que mães, e etc. Tive a “boa sorte” de não ser nenhuma destas que citei acima, nada contra elas, até porque só elas mesmas sabem a situação em que se encontravam na gravidez ou pós-gravidez. Nunca pensei em aborto, não deixo meu filho para as avós criarem apesar de muita gente achar isso, quero que as avós sejam avós e me deixem ser mãe! João precisa ficar com a avó paterna só pela manhã porque eu necessito estudar, mas se não fosse assim, estaria comigo em casa sem problemas, apenas eu e ele! E não sou irmã dele, sou mãe! Tomei as rédeas da minha maternidade porque se não as pessoas as tomam por você.

Por isso, se você discrimina gravidez na adolescência saiba que muita gente não esperava isto, mas a partir do momento que soube do que crescia no seu ventre, passou a desejá-lo mais que tudo! Então não fique chamando aquela mãe de irresponsável, de ridícula ou o que seja, quem vai estar sendo mal educad@ é você! E também não fique chamado os filhos delas de coitadinhos ou falando “o bixinho, vai sofrer tanto” mas porque ele iria sofrer? Ela é uma mulher como todas as outras que estão vivendo essa experiência inexplicável que é a maternidade, e estão querendo aprender com isso.

O que falta é apoio, é conversa, é mais diálogo. Nessa sociedade que o sexo é tabu a gente não vai longe, e a cada dia várias meninas irão engravidar cedo, sim! As vezes por falta de informação que deveria ser passada pelos cuidadores, outras por apenas querer. Porque existe sim, minha gente, meninas que querem engravidar cedo! Eu já vi e ouvi também, e porque você iria julgá-las? São os corpos delas e a mente delas. Se elas se sentem preparadas e arcarão com suas escolhas, porque não? Então as deixem em paz, não fique dizendo que ela é louca e sem juízo, as vezes o efeito é contrário ao que você está desejando passar.

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Foto: Google Images

Saibam que eu sou a pessoa mais feliz do mundo por ter tido esta experiência e por João ter me escolhido para ser a sua mãe. Não sofri com a maternidade e ela, com absoluta certeza, me fez uma pessoa melhor, mais aberta para o mundo, querendo vivenciar cada conquista desta pessoa tão pequena, mas, que já me ensinou tanto. Não me arrependo. João não foi planejado, mas foi extremamente desejado a partir do momento que eu descobri que ele crescia dentro de mim. Quero ser apenas a melhor mãe que eu puder ser, acho que apesar da pouca idade e do preconceito recorrente, e das caras feias e das frases sem nexo que já me disseram, EU também tenho muito a ensinar, mas, claro, se vierem pedir a minha opinião!

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Ontem João completou noves meses.

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João dando uma de modelo, no auge da fofurice!

João está com nove meses completos!

Como o tempo passa rápido! Há alguns meses atrás ele era tão frágil e indefeso e precisava de mim para tudo, hoje já é tão independente que me orgulha vê-lo crescer tão saudável e feliz. São nove meses totalmente diferentes, com rotinas cansativas porém absurdamente mais bem vividas e aproveitadas que antes, é saber que antes do sol nascer já tem alguém querendo todo seu carinho e confiança. 

Continuamos com a amamentação em livre demanda, com colo toda hora, com a dormida por volta das 7h da noite, porque se passar disso ele fica cansado e sonolento. Ele está parecendo um crocodilo com tantos dentes para nascer, e muitos dedos na boca para amenizar a coceira também, acho que já estamos no sexto dente querendo romper a gengiva. Com estes nove meses completados ele já sabe engatinhar e subir pelas paredes (hahahah, sério) e já ensaia ficar em pé sem segurar em nada.

Foi neste mês que começamos a ir à faculdade juntos, comecei a levá-lo e confesso que foi a melhor coisa que poderia ter feito, me arrependo de não ter começando a levar antes, quando ele quiser ir comigo, iremos! E pelo menos, nas experiências que tive, ele não atrapalhou nadinha a aula. Um anjo, esse menino!

Está mais esperto que nunca e só quer saber de pai e mãe, verdade seja dita!

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Sobre a crise dos oito meses

“Quando o bebê chega aos seis-oito meses de idade, começa a operar a angústia da separação que, geralmente, continua a se manifestar de uma forma ou outra até os cinco anos. Em breve o bebê começa a sentir pânico quando não vê sua mãe. É preciso levar a sério a intensidade dos seus sentimentos. A mãe é o seu mundo, é tudo para o bebê, representa sua segurança. O bebê não está “chatinho” nem “grudento”. O sistema de angústia da separação, localizado no cérebro inferior está geneticamente programado para ser hipersensível. Nos primeiros estágios da evolução era muito perigoso que o bebê estivesse longe da sua mãe e, se não chorasse para alertar seus pais do seu paradeiro, não conseguiria sobreviver. O desenvolvimento dos lóbulos frontais inibe naturalmente esse sistema e, como adultos, aprendemos a controlá-lo com distrações cognitivas.” via: Soluções para noites sem choro.

E é assim que nos encontramos. João está deste mesmo jeito acima, pensei que a temida crise não iria chegar ou que demoraria mais um pouco, visto que ele é um bebê super independente para muitas coisas. Ele engatinha pra onde quer e quando quer, mas quando colocamos ele no chão agora, ele chora, vou lá e sento junto. Mas quando não dá pra sentar junto? Como fazer? Não faz! Vai lá e senta! Não quer explorar mais nada, a não ser o meu colo ou o do pai. Deu uma de Cristo Redentor quando o pai saiu para trabalhar hoje, abriu os brações e não queria sair de lá por nada, deu uma dó, mas faz parte né? Se cair um brinquedo no chão ele chora, as sonecas que já eram curtas se encurtaram ainda mais!

João demanda de mim diariamente, seja por causa da amamentação, por causa do apego mãe-filho (eu adoro um xamego do filhote) ou porque ele não assiste televisão, na maioria das vezes, daí a crise veio hoje e hoje me encontro completamente descabelada, sem saber o que fazer, só nos resta ser: compreensiva demais e mentalizar o mantra “é só uma fase, é só uma fase, e como todas as fases, esta também vai passar” e que Deus nos ajude a passar rápido, ou a pelo menos que os sinais sejam mais amenos.

E o que nós pais podemos fazer? Podemos ser pacientes, mais pacientes do que somos todos os dias, deixá-los explorar nosso colo e nosso afago, para que eles sintam-se mais protegidos ainda e não inseguros, temos que passar confiança em cada toque, beijo ou abraço, para saber que estaremos sempre ali independente do que acontecer, e se caso ele sair te seguindo pela casa toda, deixa ele, além de estarem explorando o ambiente, estão se sentindo seguros vendo que você está sempre ali.

E eu que dizia que João estava normal, mal sabia que essa fase estava mais perto do que nunca. Agora me pergunte: como eu escrevi o post? Claro que ele está dormindo, porque se não este post seria apenas mais uma ideia na cabeça.

 

Imagem Fazendo careta? Tá lindo do mesmo jeito!

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Pari um blog!

Pari um blog! Posso dizer assim?

Não é de hoje a minha vontade de criar um blog, e depois de ter entrado para esse universo fantástico da maternidade não vejo, nem vi, tema melhor para se abordar.

Sou mãe, esposa, estudante de odontologia, dona de casa e ativista também, porque não? Mas o que me toma mais tempo mesmo é ser mãe, viver integralmente a um novo ser é “priceless”. Casei com Herbert e já estávamos com João na barriga. E que os frutos sejam bons!

Éramos dois, então juntos formamos mais um: João! E cá estou para compartilhar desta nova experiência que já fazem oito meses que vivencio. Ser mãe é dádiva e é divino! Com os futuros posts tenho a ideia de guardar para mim todo o desenvolvimento da minha cria e mostrar um pouquinho da nossa particularidade, além de pessoas distantes também poderem ver o crescimento do filhote, que assim como para mim é importante, para estas pessoas também o  são.

Sejam muito bem vindos para comentar e questionar, serei grata a cada um que aqui deixar seu manifesto, desde já sintam-se à vontade!